Capital intelectual. É a capacidade de pensar, criar, gerar soluções. Está na área do conhecimento. E a aprendizagem contínua é a chave para o desenvolvimento desse aspecto do capital humano. A empresa deve ser um ambiente no qual as pessoas possam aprender e sejam estimuladas a aplicar o que sabem e as idéias que têm. Uma empresa deverá ser cada vez mais parecida com uma escola, ou até mesmo com o ambiente de pesquisa de uma universidade.
Capital social. É a capacidade de se conectar a outras pessoas, formar redes de contato, trabalhar em equipe e desenvolver fortes laços de relacionamento. Para o desenvolvimento desse aspecto, é necessário que o ambiente organizacional seja democrático e inspire os indivíduos a desenvolver trabalhos cooperativos – e não competitivos. Também é preciso criar espaço para a integração social dos indivíduos e para o lazer compartilhado. A empresa fica muito parecida com um clube.
Capital emocional. É a capacidade de compreender a si mesmo e, por conseqüência, ser capaz de compreender ao outro. É o amadurecimento pessoal e depende de experiências vivenciais: assumir riscos, tomar para si responsabilidades e ser capaz de analisar, de forma transparente e objetiva, os processos e seus resultados. Para o desenvolvimento desse aspecto, é fundamental a oportunidade de dar e receber feedback, além de estar aberto para tentativas e erros, buscando sempre centrar o foco em soluções. Nesse aspecto, a empresa se parece com o ambiente familiar.
O grande desafio das organizações que pretendem se perenizar no mercado está além dos sistemas eficientes e dos equipamentos de última geração. O desenvolvimento de seu capital humano é que vai decidir o jogo do mercado. As 500 melhores empresas do Brasil, daqui a uma década, serão também as que tiverem o melhor ambiente para o florescimento desse tipo de capital . Essas vão atrair mais talentos, que darão mais resultados. E, nesse jogo de cadeiras, vai sobrar quem não aprender rápido
